Na verdade uma pausa para a continuação, ou um Remake.
Terráqueos, faz mais de um mês que não posto NADA aqui e não acho isso honesto com quem acompanha o blog - principalmente eu que me dedico há quatro anos a fazer do Cinestudio um espaço bacana e principalmente diferente para falar de cinema.
O tempo nem sempre é justo e na verdade agora ele está sendo bem traiçoeiro com algumas coisas da minha vida. Não que isso seja desculpa para a sala estar fechada há tanto tempo, mas é um catalisador. E é realmente triste ver o blog tão parado.
Então em respeito a você que leu/lia ou lê o CinestudiO desde 2008, é que eu anuncio uma pausa nesse espaço. Um tempo para se pensar na continuação ou mesmo em um remake da nossa sala de exibição, sem nunca, claro, deixar essa paixão morrer. A gente não escolhe gostar de cinema, o cinema escolhe você. E assim sou mais um recrutado até sempre.
TANTO QUE
estou desenvolvendo o meu primeiro filme/doc/curta, e óbvio que quando tudo estiver pronto, é nesta sala que eu venho exibir cada detalhe. Até lá muito o que se pensar no roteiro, muito o que se marcar para gravações e todas essas outras coisas lindas da sétima arte.
Por enquanto só uma certeza: acho que vocês vão gostar!!
Beijo e - por favor - não se iludam com o título do Post. Nunca deixem que o amor de vocês pelo cinema chegue nos créditos finais, nunca!
Aguardem!
#COMINGSOON [!]
CinestudiO
domingo, 8 de julho de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
DECEPÇÃO DEFINE
O que achei de: Paraísos Artificiais -_ Brasil 2012 -_ Direção: Marcos Prado_ Por: HA
Sem querer aconteceu que eu vi praticamente tudo sobre esse filme antes da sua estreia. Estava uma tarde na redação quando o Video Show mostrou uma espécie de "bastidores" com o elenco... estava nos Vingadores quando passou um trailer incrível... estava no youtube quando o site me sugeriu um segundo trailer tão incrível quanto o primeiro.... e pra ser sincero fui achando tudo muito bacana. Comecei a esperar pela exibição.
Pronto, cabô ~euforia~ por aí! Aliás toda e qualquer expectativa começou a evaporar nos ...30 minutos de filme quando comecei a perceber que a história estava me levando de NADA a LUGAR NENHUM.
Mas primeiro vamos aos aspectos positivos que se resumem em: toda a beleza técnica da película. Paraísos Artificiais conta [?] uma história que se passa no Rio de Janeiro, em Recife ou no "Nordeste brasileiro" e em Amsterdã. Todas as locações foram muito bem escolhidas e em cada uma, a direção de arte trabalhou muito bem para criar os ambientes convidativos do filme. Os ambientes.
O figurino também acerta com todos, principalmente para tentar ajudar o espectador a descobrir todos os personagens extremamente mal construídos que o roteiro apresenta, com exceção do protagonista que ainda ganhou um "background" do roteiro, tem mãe, irmão... Nathalia Dill, coitada, fez malabarismo pra ir bem além de sua personagem sem plano de fundo nenhum.
A fotografia também não deixa devendo em momento algum - principalmente nas cenas de sexo - que são o ponto alto do filme. Enfim, aspectos técnicos vão muito bem obrigado.
Do elenco?
Nathalia Dill! apenas e exclusivamente!
Carrega o filme INTEIRO nas costas.
Primeiro porque NADA se sabe sobre sua personagem, ou pelo menos NADA que importe a ponto de você se importar com "Erika" [que só me lembrei do nome porque existe Google]. Se não fosse o carisma e a competência da atriz...
Como djabus aquela menina virou DJ? Quantos anos ela tem? Tem alguma amizade na vida? De onde ela é? Cadê seus pais? Do que ela gosta?
Joga fora a "melhor amiga loira dorgada que eu não me lembro o nome e tô com preguiça de olhar no Google" porque desde a primeira fala, a gente percebe que a atriz não"tá na mesma vibe" da personagem. Forçada demais, ~artificial~ demais.
O mocinho da história ainda vai porque já tá tudo tãaao insosso com relação ao elenco, que ele simplesmente SOME em boa parte de suas cenas, já que acontecem ao lado da já elogiada Nathalia s2.
P.S.: para acabar de lascar ainda meteram o elenco das últimas gerações de MALHAÇÃO todinho no filme. Até o BODÃO ressuscitaram nos minutos finais. Nada contra[sim] até porque a própria Nathalia Dill foi garimpada dali, mas NÉ? Tudo em excesso prejudica, já dizia gerações e gerações de avós antes das minhas.
O roteiro?
Tenta ser psicodélico, tenta ser jovem, tenta ser descoladex, tenta ser ... mas no final das contas, fica só na tentativa mesmo. O filme perde o ritmo facilmente e - principalmente - não se permite ousar muito na forma como foi montado.
Prega uma psicodelia que ele mesmo não segue, a não ser na surubinha fatídica do final, quando os ângulos de câmera são mais viajados e a edição ainda se permite brincar com a nitidez das imagens. Coisa que deveria ter aparecido desde o início.
Se tivesse uma finalização mais dinâmica, com uma linguagem de fato mais jovem, o filme possivelmente melhoraria litros. Quem sabe! Falta bons diálogos que sustentem o casal principal.
Ao final você jura que se passaram duas horas, mas se surpreende ao olhar para o relógio e perceber que - se muito - você passou 1h30 / 1h40 da sua vida ali. Aliás que FINALZINHO BULHUFAS!
Enfim, até mesmo para não spoilar nada para vocês vou terminando por aqui e passando a dica: vejam em casa, numa tarde de domingo que talvez ele se encaixe. Uma pena já que é muito bem produzido :(
#PRÓXIMO
Sem querer aconteceu que eu vi praticamente tudo sobre esse filme antes da sua estreia. Estava uma tarde na redação quando o Video Show mostrou uma espécie de "bastidores" com o elenco... estava nos Vingadores quando passou um trailer incrível... estava no youtube quando o site me sugeriu um segundo trailer tão incrível quanto o primeiro.... e pra ser sincero fui achando tudo muito bacana. Comecei a esperar pela exibição.
Pronto, cabô ~euforia~ por aí! Aliás toda e qualquer expectativa começou a evaporar nos ...30 minutos de filme quando comecei a perceber que a história estava me levando de NADA a LUGAR NENHUM.
Mas primeiro vamos aos aspectos positivos que se resumem em: toda a beleza técnica da película. Paraísos Artificiais conta [?] uma história que se passa no Rio de Janeiro, em Recife ou no "Nordeste brasileiro" e em Amsterdã. Todas as locações foram muito bem escolhidas e em cada uma, a direção de arte trabalhou muito bem para criar os ambientes convidativos do filme. Os ambientes.
O figurino também acerta com todos, principalmente para tentar ajudar o espectador a descobrir todos os personagens extremamente mal construídos que o roteiro apresenta, com exceção do protagonista que ainda ganhou um "background" do roteiro, tem mãe, irmão... Nathalia Dill, coitada, fez malabarismo pra ir bem além de sua personagem sem plano de fundo nenhum.
A fotografia também não deixa devendo em momento algum - principalmente nas cenas de sexo - que são o ponto alto do filme. Enfim, aspectos técnicos vão muito bem obrigado.
Do elenco?
Nathalia Dill! apenas e exclusivamente!
Carrega o filme INTEIRO nas costas.
Primeiro porque NADA se sabe sobre sua personagem, ou pelo menos NADA que importe a ponto de você se importar com "Erika" [que só me lembrei do nome porque existe Google]. Se não fosse o carisma e a competência da atriz...
Como djabus aquela menina virou DJ? Quantos anos ela tem? Tem alguma amizade na vida? De onde ela é? Cadê seus pais? Do que ela gosta?
Joga fora a "melhor amiga loira dorgada que eu não me lembro o nome e tô com preguiça de olhar no Google" porque desde a primeira fala, a gente percebe que a atriz não"tá na mesma vibe" da personagem. Forçada demais, ~artificial~ demais.
O mocinho da história ainda vai porque já tá tudo tãaao insosso com relação ao elenco, que ele simplesmente SOME em boa parte de suas cenas, já que acontecem ao lado da já elogiada Nathalia s2.
P.S.: para acabar de lascar ainda meteram o elenco das últimas gerações de MALHAÇÃO todinho no filme. Até o BODÃO ressuscitaram nos minutos finais. Nada contra
O roteiro?
Tenta ser psicodélico, tenta ser jovem, tenta ser descoladex, tenta ser ... mas no final das contas, fica só na tentativa mesmo. O filme perde o ritmo facilmente e - principalmente - não se permite ousar muito na forma como foi montado.
Prega uma psicodelia que ele mesmo não segue, a não ser na surubinha fatídica do final, quando os ângulos de câmera são mais viajados e a edição ainda se permite brincar com a nitidez das imagens. Coisa que deveria ter aparecido desde o início.
Se tivesse uma finalização mais dinâmica, com uma linguagem de fato mais jovem, o filme possivelmente melhoraria litros. Quem sabe! Falta bons diálogos que sustentem o casal principal.
Ao final você jura que se passaram duas horas, mas se surpreende ao olhar para o relógio e perceber que - se muito - você passou 1h30 / 1h40 da sua vida ali. Aliás que FINALZINHO BULHUFAS!
Enfim, até mesmo para não spoilar nada para vocês vou terminando por aqui e passando a dica: vejam em casa, numa tarde de domingo que talvez ele se encaixe. Uma pena já que é muito bem produzido :(
#PRÓXIMO
sábado, 5 de maio de 2012
DICA DE LEITURA
"COMO VER UM FILME" - Ana Maria Bahiana
Dia desses - para ser exato há 15 dias - me deparei com este simpático livro entre as novidades da Saraiva, não resisti. Comprei. Até porque por aceitáveis R$ 39,90 valeu muito a pena.
Leitura simples, agradável e bem detalhada sobre gêneros, estilos e responsabilidades de cada ser que participa de uma produção cinematográfica. Tem de tudo - e como uma "primeira leitura" para quem procura se aprofundar na sétima arte, pode-se dizer que esta é a bíblia certa.
Entre um parágrafo ou outro é bacana ver como ela pincela alguns casos curiosos dos bastidores de grandes produções, como, por exemplo "o gato do Poderoso Chefão". Na primeira vez em que Marlon Brando aparece como Don Corleone, em O Poderoso Chefão, ele está acariciando um gato. A "ternura" não estava programada no roteiro. O bicho simplesmente surgiu do nada e pulou no colo de Brando que perfeitamente continuou a cena - Coppola também não disse "corta", e o acaso ficou na versão final da película.
O mais interessante na leitura são as "páginas pretas" que servem como observações no meio da leitura e trazem desde detalhes realmente interessantes como uma "vista" nos filmes Noir, até dicas de como observar a intenção de um diretor em uma determinada cena de um determinado filme.
E para que a experiência não se limite só as páginas de Ana, no final do livro ela ainda traz um listão com dicas de filmes desde os primórdios do cinema com George Mélies até as mais recentes viagens oscarizadas como Cisne Negro e O Discurso do Rei; documentários e até mesmo a indicação de outros livros.
Enfim, tá querendo mais detalhes sobre como se dá a produção de um filme? Então vai nessa que não tem erro.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
FLORENCE NA TRILHA DE BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR!
Coros, tambores, sintetizadores e tudo junto em "Breath Of Life"
Acaba de vazar a música composta pela banda
Isso mesmo, a música não foi feita para o outro filme da Branca de Neve que será lançado este ano, estrelado por Julia Roberts, cujo trailer é constrangedor.
A faixa se chama "Breath of Life" e é simplesmente incrível, bem do jeito Florence cheia das "epicidades" e no estilo de seu mais recente álbum "Ceremonials".
“Fizemos uma demo dessa música, então
mandamos para os caras de Los Angeles comporem. Foi impressionante ver
uma música que fizemos ser transformada nessa coisa incrível com
orquestra.Eu amo coros, músicas de coral, e
tinha 60 pessoas cantando algo que eu escrevi. Quando os barítonos
entraram, eu quase chorei, foi muito emocionante.”, disse Florence em entrevista à MTV americana, segundo a Billboard Brasil
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